coração de garoto ::

Sunday, September 16, 2007

Meu novo blog

Amigos, como expliquei no post passado, este blog is resting in peace.
Estou agora com um novo blog em www.oquenaoha.blogspot.com
Visitem-me lá se ainda agüentarem e quiserem ler sobre mim.

:)

Friday, September 07, 2007

Rest in peace

Este blog morre aqui. Talvez para sempre, que eu sei, nunca é eterno.
Como digo hoje que, para sempre, o meu coração morreu.
Ele só vai continuar batendo, porque eu sou fraco o suficiente para acreditar que um dia algo ou alguém vai fazê-lo voltar a viver.

Sinto que cresci muito em muito pouco tempo para continuar vendo as coisas da vida com olhos e um coração de garoto. Acabou o colorido, acabaram as esperanças...Mas o sonho não morreu. E enquanto eu continuar vivendo, mesmo sem coração, ele continuará a existir, porque eu sou fraco, eu já disse...

A única coisa que tenho a dizer é Obrigado por esses quase três anos de companhia. E sempre que sentirem saudades, vocês poderão voltar. Eu não vou deletar nada. Esse blog é parte da minha história, que eu sempre vou querer reler quando sentir falta do tempo onde as minhas esperanças eram maiores que eu.

Se é que lhes posso pedir uma coisa, peço que, por favor, sejam mais fortes do que eu. Resistam a esse mundo. Não deixem ele apagar o seu brilho, as suas esperanças, e o que o faz acreditar que um dia você vai entender por que venceu a disputada corrida da vida.

Até algum dia,
Jimmy Astley.

Sunday, August 19, 2007

Flying across the floor

Adoro sentir o sabor da liberdade, andar pelas ruas sorrindo, cantando, ouvindo a risada de pessoas que me conquistam em poucos minutos e que me dão vontade de passar todos as noites de sábado andando pelas ruas, de bar em bar, de boate em boate, e acabando nos lugares mais inusitados. :)

Monday, August 13, 2007

Y este cuento ha terminado

Talvez um dia eu entenda mais o futuro que o presente já mostra. Se alguém soubesse me dizer exatamente por que o Destino quis assim, eu poderia sorrir mais. Eu poderia, quem sabe, esquecer da única coisa que sinto falta. Eu conseguiria pensar mais nos outros, viver de uma forma mais leve, sonhar com coisas mais possíveis.

Isso que eu sinto é tão difícil de descrever...É uma dor que mistura tantas outras, é uma incerteza que envolve tantas certezas, é um medo que acaba com tantos planos... Dá vontade de gritar, sair correndo e nunca voltar. Ou quem sabe dormir e não acordar até passar.

Parece uma doença crônica da qual eu nunca vou sarar.

Enjoado de tudo

- Gregory, como você tá? Você sumiu...
- É, faz uns dias que eu não apareço na internet, não é?
- É... Aconteceu alguma coisa?
- Não. Sei lá é que eu to tão.... enjoado...Meio enjoado de tudo. E aí, fez alguma coisa nesse fim de semana, Jimmy?
- Não. Na verdade eu só descansei. E eu também só te liguei pra saber por que você tinha sumido.
- Ah, tá bom então.
- Bom...então, eu vou... tá?
- Tá. Se cuida.
- A gente se fala. Tchau.


"Sei lá é que eu to tão.... enjoado...Meio enjoado de tudo"
(De repente ele quis dizer 'Eu acho que é melhor a gente não se ver mais')

Chove na manhã seguinte, e eu continuo sozinho. Agora é muito mais triste ouvir as mesmas músicas...

Sunday, August 12, 2007

Je me bouscule, te prends la main...

Todas as terças e quintas feiras começam do mesmo jeito. Digo tchau ao Mike e meus outros amigos da faculdade e pego um ônibus para a escola onde eu trabalho, em um bairro da zona norte da cidade.

Antes de ir para a escola, paro em um restaurante para almoçar. Vou ao buffet, sirvo-me e vou até a mesa. Olho em volta e vejo que ninguém está comendo sozinho, apenas eu. Começo a pensar nas aulas que vou dar aquela tarde, no que eu preciso organizar e no que eu tenho que fazer no dia seguinte para não lembrar que eu sou o único que tem como companhia a própria mochila cheia de livros.

Termino de almoçar e vou para a escola. As pessoas são simpáticas e sorriem para mim, conversam comigo, mas eu as conheço muito pouco. Tento também ser simpático e acessível, na tentativa de não me sentir tão sozinho ali, em um lugar que ainda é novo para mim. Mas parece que toda a minha tentativa de me sentir melhor não funciona.

Quando saio de lá, pego o ônibus mais uma vez sozinho, ou melhor, agora acompanhado não só da mochila, mas do meu Mp3. Aquelas cenas de solidão ganham trilha sonora - o suficiente para deixa-las um pouco mais tristes, mesmo que eu escute uma música alegre para tentar me animar.

Penso no Gregory e me dou conta que faz dias que não nos vemos e nem nos falamos. Por que ele sumiu? Por que não me procurou mais? Sinto sua falta mais do que nunca, agora que ando me sentindo tão só, agora que passo a maior parte dos meus dias longe das pessoas que eu gosto...Pensar nele era uma forma de não me sentir tão só...Mas agora sinto um aperto quando me lembro dele. Tenho medo que ele não me queira mais.

Thursday, August 09, 2007

Que futuro é esse?

Odeio quando alguém me pergunta o que eu faço da vida e quando eu respondo "Sou professor de inglês", algumas pessoas torcem a cara e dizem "Poxa, você é tão inteligente, poderia estar fazendo algo melhor..."

Certo, mas o que pode ser melhor do que o que me dá prazer?

Estou falando sobre isso porque ontem tive a oportunidade de rever uma amiga que não via há uns dez anos. Ela é uma senhora Italiana que me conheceu através da minha tia quando eu ainda era um garotinho. Desde então ela simpatizou muito comigo, sempre me dizia que eu iria ser grande na vida, que o mundo iria um dia me descobrir e que ela seria muito feliz quando isso acontecesse. Eu, quando pequeno, adorava ouvir tudo aquilo e até levava como uma brincadeira. Mas a verdade é que ela realmente pensa assim.

É óbvio que eu fico feliz por ela torcer tanto por mim, mas confesso que ontem fiquei chateado com ela. Fomos almoçar juntos com a minha tia e o meu irmão Juan, e durante o almoço ela começou a me perguntar o que eu estava fazendo, então eu lhe contei todo feliz que estava estudando Letras e ensinando Inglês,então ela resmungou e disse "Você é um garoto tão inteligente. Eu sempre percebi isso em você. Eu só não entendo por que você está seguindo uma carreira que vai te dar tão pouco". Ela não foi grossa, foi até bastante delicada sem deixar de ser assertiva, mas aquilo me machucou, afinal de contas ela estava falando mal do meu trabalho, de uma coisa que eu adoro fazer e me sinto feliz quando chego em casa cansado depois de um dia fazendo somente aquilo. Ela continuou "Hoje em dia o que você ganha é bom para você. Mas e depois quando você quiser ter a sua família, as suas coisas? Quando você quiser fazer viagens, conhecer o mundo? Será que o dinheiro que você ganha hoje vai dar? O que você vai ganhar com essa sua carreira vai dar para você ter um apartamento mais ou menos e um carrinho antigo, porém nada mais que isso. É isso mesmo que você quer?".

Caramba, por que ela estava me dizendo aquilo? Fiquei pensando: Será que ela tem mesmo razão? Será que eu deveria fazer outra coisa? Mas o que meu Deus? Espera, mas eu quero mesmo passar uma vida inteira fazendo algo que eu ODEIO somente para ganhar dinheiro?
Será que vale a pena ganhar rios de dinheiro e talvez não ter tempo para aproveitar dele?
Eu preciso mesmo de dinheiro para ser feliz?

Não sei. Eu me sinto tão completo fazendo o que eu faço que não consigo me imaginar trabalhando com alguma outra coisa. Às vezes eu penso nisso tudo, mas também penso que só tenho 19 anos e já estou num lugar onde muita gente da minha idade ainda não chegou... Acho que eu deveria esperar as coisas irem acontecendo, não é? Mas fica difícil quando tanta gente repete as mesmas coisas para você.

Alguém me explica?

Por que as pessoas acham que ser feliz é ter condições de se hospedar em uma mansão de luxo em Dubai nas férias?
Por que as pessoas acham que podem dar pitacos na vida dos outros?
Por que algumas pessoas cismam em dizer que eu escolhi a carreira errada?

Alguém pode me explicar por que NINGUÉM respeita minhas escolhas?

Wednesday, August 08, 2007

Uma noite chuvosa

A semana seguinte ao primeiro beijo foi cheia de declarações de saudades. Tanto eu quanto o Gregory tinhamos uma vontade grande de nos vermos de novo. O convite surgiu dele, e no domingo último fomos juntos a um parque de diversões, com mais alguns amigos dele que eu pude conhecer.

Andamos, comemos algodão doce, fomos na montanha russa, na roda gigante... E de vez em quando, sem que ninguém percebesse, nos olhos se encontravam denunciando a nossa vontade de estarmos sozinhos. Eu já tinha contado para ele de uma música que sempre me fazia lembrar dele, se chama "Dos Ojos" e foi gravada por uma banda argentina que não é conhecida no Brasil. Nesse dia levei o MP3 e, enquanto estávamos no ônibus que iria do parque até o centro da cidade, ouvimos a música juntos. Naquele momento não sei dizer exatamente o que eu senti. Era como se eu fosse um personagem de filme que se descobre gostando de alguém que conhece pouquíssimo e não sabe o que esperar daquela pessoa. É uma sensação gostosa, que ao mesmo tempo que faz um sorriso iluminar o meu rosto, me deixava com medo, ansiedade e angustia.

Quando descemos no centro já passava das dez da noite e as ruas estavam completamente vazias. Teríamos que andar um pouquinho para pegar outro ônibus, então o Gregory disse "Jimmy, vamos esperar um pouco aqui a chuva diminuir". Não havia ninguém por perto, e eu não aguentava mais passar o dia inteiro olhando para o Gregory sem poder ao menos me aproximar dele. Não contive a minha vontade de olhar bem para os seus olhos e nem ele conseguiu se segurar...Ele fechava os olhos e ameaçava se aproximar, mas sempre recuava. Eu o perguntei o que estava acontecendo e ele disse "É muito estranho... Nós dois aqui, pode chegar alguém...". Eu não conseguia dizer nada: meu coração batia num ritmo tão acelerado que eu mal conseguia perceber a intensidade da chuva ao nosso redor.

Fomos nos aproximando, aproximando... Até que foi inevitável nos beijarmos ali, e ficarmos abraçados esperando a chuva passar. Enquanto eu fazia carinho nos seus cabelos loiros, continuei me sentindo como um personagem de um filme que está se envolvendo cada vez mais com outro alguém...